Página inicial

Me peguei pensando hoje sobre a minha página inicial no navegador. Em cada computador que uso, cada navegador que abro, sempre está lá, com aquele fundo brando, letras coloridas e uma convidativa e perigosa caixa de texto sugerindo que você sempre quer saber alguma coisa. Minha página inicial é a pesquisa do google já há muito tempo. Não me lembro do que era a página inicial antes do google (sim, eu vivi na internet sem google, usando diretórios do yahoo e cadê para encontrar sites). 

Me pergunto por quê não posso usar este meu blog como página inicial. A primeira resposta óbvia que vem à minha cabeça é que se eu escrevi eu não preciso ler. O que está aqui já passou por mim, por minha ‘autoridade’ de avaliação e criação. Então, o que me resta é o outro, a produção de outra pessoa. Assim o google vem como a porta de entrada para a possibilidade, virtualmente me levando a qualquer informação que eu queira. 

O problema nesta constante busca (trocadalho do carilho) é que ela é tão constante e insatisfatória. Não vou entrar na questão de que o google indexa uma parte muito pequena de toda a informação na rede das redes. Mas, olhando por um ponto de vista mais humanizado (não era bem essa palavra que queria), essa sede de saber tudo, ou melhor, de parecer saber é, de certa forma, angustiante. Não nos completa, não nos satisfaz por completo. Só o desejo temporário é alimentado e nunca saciado, somente acalmado até que a próxima busca se faça presente, a próxima caixa de texto apareça na nossa frente e nos convide a buscar por qualquer coisa, por mais bobagem que seja.

E estas bobagens nos desviam de questões realmente sérias.

Resenha: Frente de Leitura – São Benedito – Um diálogo entre a comunidade e os agentes externos. Maria Cecilia Diniz Nogueira

NOGUEIRA, Maria Cecilia Diniz. Frente de Leitura: São Benedito – um diálogo entre a comunidade e os agentes externos. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte,vol. 24, num. 2, p.206-220,1995.

A autora inicia o artigo com uma visão geral do ambiente em que se encontra o Distrito de São Benedito, localizado no Município de Santa Luzia, o qual pertence à Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ela informa sobre condições em que o Carro-Biblioteca faz a viagem. Também esclarece outras características do Distrito. A autora destaca, ainda, características relativas à população, sua escolaridade, acesso a fontes de informação, poder aquisitivo e relações com o conhecimento. Estes foram, dentre outras, os critérios para seleção do Distrito de São Benedito para receber o Carro-Biblioteca. O processo de seleção do Distrito é bem detalhado pela autora, inclusive os detalhes que fizeram com que São Benedito fosse o local escolhido para receber o Carro- biblioteca.

A escolha do artigo em questão se deu principalmente pelos aspectos relacionados à pesquisa e análise de dados do Distrito. Há alguns detalhes ressaltados pelo artigo que retratam a quantidade de publicações,documentos e e outros projetos decorrentes da inserção do Carro-Biblioteca no Distrito de São Benedito. O detalhamento no qual o artigo está escrito dá uma base interessante que pode ajudar na orientação de novos projetos de extensão.

Lanches, queimação e dinheiro

Quando dá determinadas horas do dia costumo sentir um pouco de queimação no estômago, uma vez falei isso pra uma médica em um exame periódico do trabalho (médica bem simpática a propósito, não gosto muito de médicos). Ela me recomendou a comer mais vezes durante o dia. Quase sempre faço isso, tomo café da manha em casa por volta de 6:30 e faço um lanche as 9:30 e normalmente almoço meio dia. Ainda faço um lanche a tarde, mas nem sempre. As vezes me distraio com o trabalho e não me lembro de comer. Isso resolve o problema da queimação.
Hoje, por exemplo, de manhã tomei café com leite e comi o último pedaço de bolo que tinha em casa. Por volta das 10 horas senti que tinha bebido um pouco de magma (exagerado, eu?!). Fui à padaria aqui perto e comprei 2 pães franceses (a nacionalidade é meramente ilustrativa) e 100g (94g pra ser exato) de mortadela. O engraçado é q mulher do balcão da padaria q me atendeu usava uma luva de plástico para manipular a mortadela e a mesma luva para manipular a máquina que corta, a gaveta do freezer, e a gaveta do papel em que ela embrulhou a mortadela. Ela colocou o papel em cima da balança e ele não estava centralizado, ela o arrumou com a outra mão, sem o plástico. Assim, abriu a mão e pressional o papel com a mão aberta no lugar que colocaria a mortadela fatiada. Há muitas inconsistências nesse ato… Bem, paguei R$ 1,20 por 2 pães e 4 fatias de mortadela. Logo depois passei em um sacolão (onde se vendem legumes, frutas e verduras) e comprei um tomate e uma cebola pequenos. Custaram R$ 0.40 e o vendedor estranhou eu recusar a sacola plástica (que estão proibidas em BH, mas aqui é Betim…) e colocar tudo junto na sacola q peguei na padaria.
Após as ‘compras’ que duraram uns 5 minutos entrei aqui, lavei meus legumes, cortei os pães e fiz belos sanduíches de mortadela, tomate e cebola. pela bagatela total R$ 1,60. Eles ficaram meio grandes então comi só um, o Outro fica pro lanche da tarde.

Música e almoço

Há músicas que alteram minha percepção das coisas. Neste momento ouço “Aria Sulla IV Corda” ou simplesmente “Air” de Bach. Amo esta música, é uma das minha favoritas de todas as favoritas. Tenho uma grande inclinação para as músicas de Chopin, principalmente os noturnos. Tenho um vinil de Chopin chamado “A arte apaixonada de Chopin”, é muito bom, mas está rachado na borda, de qualquer forma ainda dá pra ouvir, devo fazer mp3 com ele em pouco tempo, assim posso ouvir no iPod. Gosto do meu iPod, me dá centenas de horas de música e a bateria dura incrivelmente muito.

Acabei de almoçar, comi em um restaurante pequeno aqui no bairro onde trabalho. A comida não estava má, mas achei o frango frito seco demais. Não gosto de comer aqui. Acho que não há profissionalismo no atendimento, é tudo pobre de recursos, pessoas despreparadas e, além disso, outras coisas que não quero me lembrar no momento. Não me importaria de andar até o centro todos os dias para almoçar e voltar de lá (não que eu ache que vá encontrar coisa muito melhor), assim faço alguma atividade física e perco peso.

Bem, depois posto mais alguma coisa.

Ônibus, cadeiras, andar a pé, projetos e receitas

Hoje acordei um pouco mais cedo que o usual, não fui trabalhar de carro, a gasolina está muito cara… Por incrível que pareça consegui um lugar sentado, o ônibus não estava cheio. Desci no meu ponto usual e segui a pé por uns 10 minutos. Acho que estou preocupantemente fora de forma, perdi o fôlego pouco depois de iniciar a subida da rua, mas continuei. A empresa que trabalho tem uma forma estranha de gerenciar algumas coisas, por exemplo cadeiras que quebram não são substituídas pelos mesmos tipos, atualmente uso uma cadeira totalmente fixa e incompatível com meu tamanho. Não que a cadeira que eu usava antes fosse ergonômica, já que não tinha ajusta de encosto e nem dos braços e ela não tem altura suficiente pra deixar minhas pernas confortáveis. De toda forma, agora não a uso mais, o encosto está solto e poderia me derrubar a qualquer momento. O responsável por isso disse que eu quebrei a cadeira, mas não se preocupou em saber se a cadeira era de boa qualidade ou ergonômica, acho que isso é mais um estímulo pra procurar novas oportunidades.

Quando voltei pra casa do trabalho, esperei pouco tempo no ponto, em torno de 15 minutos. E por mais absurdo que possa parecer, consegui lugar sentado de novo, tinha uma cadeira e uma pessoa entrou antes de mim mas passou direto. O bizarro era que como estava perto do motorista podia ouvir a conversa dele e ver o que ele estava fazendo. O motorista conversava com alguém que estava sentando na caixa do motor do ônibus (alguns ônibus daqui tem o motor na frente, ao lado do assento do motorista) e de costas para o para-brisas, mas enquanto conversavam o motorista gesticulava e largava o volante do ônibus pra mostrar o que tinha feito e nisso o ônibus ziguezagueava pelo rodovia. Além disso, era bem imprudente, não parava nos cruzamentos e fazia curvas em velocidade elevada pra um ônibus.

Hoje eu resisti a tentação de gastar, não gastei um único centavo. Até desci as escadas pensando em comprar algo pra comer, mas aí tomei água e descobri que estava era com sede mesmo. Tomei meus 2 litros de água recomendados, marquei com uma garrafa PET, vou continuar tomando água assim e aumentar o volume com o tempo. Além de evitar ir trabalhar de carro. É mais cômodo usar meu carro, mas onde trabalho recebo um cartão pra pagar o ônibus que não posso usar para comprar combustível, portanto pego a despesa do transporte pra mim e de despesas eu estou correndo.

Há algum tempo estava pensando em procurar um projeto pessoal, um desafio, algo pra terminar. Me inspirei (pra não dizer que copiei a ideia totalmente) no filme que vi há meses, Julie & Julia, mas não quero repetir e fazer as mesmas receitas, então vou pegar nosso variante nacional “Dona Benta: Comer Bem”. A idéia é fazer todas as receitas do livro, e fazer refeições completas com entrada, prato principal, acompanhamentos, sobremesa, etc. Estou pensando no prazo de 2 anos, como são mais de 1500 receitas e vou fazer várias ao mesmo tempo acredito que seja um prazo razoável. Mas como quero terminar isso realmente, acho melhor o prazo de 3 anos.

Por enquanto é isso, assim que fizer as primeiras receitas posto fotos e todos os detalhes.

Laranjas ou Frutas cítricas

laranjas
Estive pensando, na verdade comecei há pouco… Ah, eu já pensava antes, mas não neste assunto. Afinal de contas, vou falar do que é. Comprei numa ‘padaria’ aqui perto uma garrafa de suco de ‘frutas cítricas’. É uma água amarela adoçada com suco de várias frutas e acréscimo de vitaminas (de acordo com o rótulo).
Mas aí lembrei que quando passo na via expressa sempre vejo pessoas vendendo sacos grandes de laranjas, e me bateu uma coisa. Por que, no lugar de comprar essas garrafas, eu não compro um saco desses, faço o suco puro de laranja e bebo?! Porque sou burro? pode ser, mas acho que é só porque não tinha pensado nisso antes. (Ah, eu não sou burro! Eu sou foda!).

Bem, vejamos, cada garrafa de 1 litro custa R$3,20 e já esses sacos de laranja a venda por 5 e 10 reais, laranja “serra d’agua”. Então, fazendo as contas de modo simples e sem o menor embasamento matemático concluo que é melhor comprar a laranja, tirar o suco, engarrafar e vender, digo beber!

Mas aí a minha dúvida, se eu fizer isso quando tempo posso guardar o suco na garrafa sem que se estrague?! hum..
Vou descobrir isso ainda.